Corona Virus: como fazer para lavar as mãos do problema

Corona Virus: como fazer para lavar as mãos do problema

Chovem mensagens nas aplicações do telefone, circula muita desinformação, sente-se a ansiedade de alguns e a negligência de outros. É preciso ter tranquilidade, mas é, acima de tudo, necessário estar consciente do que aí vem.

Segundo diferentes estudos a covid-19 propaga-se maioritariamente através das secreções respiratórias de pessoas infetadas (quando estas tossem ou espirram). Estes indivíduos podem ter febre, tosse, dores musculares, tonturas, dores de cabeça e falta de ar, sintomas esses que são semelhantes aos de muitas outras doenças víricas, como por exemplo a gripe.

O tempo médio entre o contato e o aparecimento dos primeiros sintomas são cerca de 5 dias, mas varia entre 14 dias. As pessoas em risco incluem as que tiveram contato próximo com pessoas infetadas com covid-19 nos 14 dias antes dos sintomas se manifestarem.

Por este motivo, pede-se a todos os cidadãos que permaneçam nas suas casas durante um período mínimo de 14 dias (período de quarentena).

Fique em casa. Estamos com um aumento de novos casos na ordem dos 40% por dia.

Controle os sintomas da doença. Faça medições da temperatura. Lave as mãos com água e sabão. Ensine os seus familiares a adoptar comportamentos seguros enquanto tossem ou espirram: façam-no em direção ao braço, ou cotovelo ( e não para as mãos).

Lave as mãos com frequência (durante 20 segundos). São vários os momentos chave: antes de preparar os alimentos, antes e depois das refeições, antes do uso da casa de banho, antes e depois de trocar a fralda a crianças. Utilize lenços de papel e depois de os utilizar deite-os no caixote do lixo. Lave as mãos em seguida.

Evite tocar com as mãos nos olhos, nariz ou boca. Mantenha-se afastado de pessoas doentes.Não receba visitas.

Devem proceder à higienização frequente das superfícies, como por exemplo puxadores de portas, interruptores, telemóveis ou teclados de computadores. Sejam rigorosos na higienização dos equipamentos de nebulização.

Ponto 1

Não somos os primeiros a passar por esta situação, olhemos então para o lado. Socorremo-nos da experiência e dos números dos outros países, através da partilha de informações vindas das diversas equipas médicas fora de Portugal e, por outro lado, começam a ser publicados artigos credíveis nas mais conceituadas revistas científicas. Neste momento, Macau apresenta o menor número de infectados, parecendo que, até ao momento, têm controlada a infecção. Teremos de olhar obrigatoriamente para este país como exemplo: fecharam tudo…

 

Ponto 2

As linhas de apoio oficiais da Direção Geral de Saúde 808 24 24 24, Segurança Social 300 502 502. E-mail: atendimento@sns24.gov.pt, Linha de Apoio ao Médico 300 015 015, Linha de Emergência Médica 112. Existem movimentos particulares por parte da classe médica que disponibilizaram diferentes linhas de apoio, incluindo instituições privadas e associações. A Segurança Social no seu site disponibiliza informação e formulários, no que diz respeito ao trabalhador por conta de outrem.

Ponto 3

Num caso confirmado o tratamento é sintomático e de suporte de órgãos. Não existe tratamento especifico para este novo vírus, embora estejam a ser desenvolvidas medidas. Estudos apontam para o Remdesivir e Cloroquina como fármacos para possível tratamento e cura. Alguns doentes podem ser tratados em casa em isolamento. Se a doença avançar serão necessários cuidados hospitalares.

Ponto 4

Não existem fármacos ou suplementos que previnam a infecção, até ao momento.

Estudos publicados recentemente relatam que é controversa a ação dos anti-hipertensores. Parece, no entanto, que os doentes positivos a covid-19, com necessidade de cuidados hospitalares, quando medicados com estes fármacos, manifestam a doença de forma menos agressiva.

A utilização de Antagonistas dos Receptores da Angiotensina (ARA), tais como o Losartan, no sentido de prevenir a doença, é desconhecida.

Até ao momento, a Sociedade Europeia de Cardiologia recomenda que todos os hipertensos mantenham a sua medicação e não sejam prescritos estes fármacos de forma profilática.

As vacinas encontram-se a ser desenvolvidas.

Foi lançado nos media estudos da Universidade de Viena que relacionavam a toma de ibuprofeno como factor agravante de toda a sintomatologia. Esta informação foi desmentida pela própria Universidade na sua página oficial. Até ao momento, não foram encontradas evidências que comprovem este facto, no entanto, em caso de febre, recomenda-se o uso de paracetamol.

Ponto 5

Ponto 5: As crianças, são excelentes vectores (veículos de transporte do vírus), pelo que devem evitar o contacto com indivíduos de risco. Crianças parecem ter sintomas semelhantes aos dos adultos, mas mais frustes, sendo muitas delas assintomáticas. Foi também relatada a transmissão fecal-oral do vírus e, portanto, todos os cuidados de higiene são poucos (atenção mães durante as trocas da fralda).

Ponto 6

As grávidas poderão ter os seus filhos com precauções de higiene e assepsia reforçadas. Estudos limitados indicam que recém-nascidos infectados tendem a ter um curso da doença mais ligeiro, sem necessidade de suporte ventilatório mecânico.

Ponto 7

Não há razão, nem tempo, para pânicos, há razões para atuar. Fique em casa.

A maioria dos casos da doença não é grave (aproximadamente 80%, segundo estudos), mas desconhece-se verdadeiramente a percentagem de doentes que necessitam de cuidados hospitalares. Os fatores de risco parecem ser: o género masculino, idades superiores a 60 anos, doentes com co-morbilidades como diabetes, hipertensão, doença coronária, doença cerebrovascular, doenças pulmonares crónicas (asma, DPOC).

Se agravamento de sintomas , ou sintomas de novo, deve procurar ajuda médica pelas linhas de apoio. Evite ir a Hospitais e às Unidades de Saúde Familiar.

Não se esqueça dos seus familiares que são classificados como indivíduos de risco e cuja infeção poderá evoluir para situações de doença grave

Ajudem-nos a travar o ritmo de propagação da doença, cumprindo rigorosamente as medidas recomendadas. Se todos fizermos o nosso papel, a infeção propagar-se-á mais lentamente e isso permitirá ao Sistema Nacional de Saúde responder de forma eficiente à epidemia e acabar com a pandemia. Fique em casa. A sua saúde acima de tudo.

Rita Fontes de Oliveira e Paula Borges