RED-S

Sabemos que nos atletas, homens ou mulheres, quando existe excessivo gasto de energias as necessidades são maiores, e este desequilíbrio pode ser intencional ou não.

QUE SÍNDROME É ESTA QUE ESTÁ A ESGOTAR OS ATLETAS?

Sabemos que nos atletas, homens ou mulheres, quando existe excessivo gasto de energias as necessidades são maiores, e este desequilíbrio pode ser intencional ou não. O ideal é um equilíbrio da balança entre energia despendida e consumo energético, sem necessidade de o organismo entrar em falência do funcionamento.

O resultado de um consumo insuficiente de calorias e/ou um excessivo gasto de energia define-se como Défice Energético Relativo no Desporto (do inglês RED-S). Emerge assim como uma conceção no dia-a-dia dos nossos atletas.

A grande pressão por resultados, a preocupação excessiva com a estética ou de um biótipo, desordens alimentares ou gestão incorreta de treino pode levar a um desequilíbrio entre ingestão energética e gasto energético.

As consequências desta disfunção, isto é, da pouca disponibilidade de energia são multissistémicas levando nomeadamente a alterações no metabolismo, ciclo menstrual, saúde óssea, imunidade, sistema cardiovascular, imune, hematológico, endócrino, gastrointestinal e síntese proteica assim como na saúde psicológica do atleta.

Atletas que sofrem de baixa disponibilidade energética, a longo prazo, podem desenvolver deficiências nutricionais (ex: anemia, deficiência de ferro, osteopenia, osteoporose), fadiga crónica, alterações padrão de sono, e aumento do risco de infeções e doenças, alterações hormonais nomeadamente amenorreia (ausência de menstruação) ou ausência de menarca (primeira menstruação) podendo prejudicar a saúde e o desempenho.

  • A falta da menstruação na atleta feminina NÃO é uma situação normal de treino, pode ser um primeiro sintoma da síndrome RED-S;
  • Se o volume de treino aumenta durante a temporada, o aporte energético também deve subir, para se manter um balanço energético adequado;
  • Atenção para treino exagerado e contínuo, sem fases regenerativas.
  • Cuidado ao se perseguir um biótipo ideal para melhorar a performance. Muitas vezes o peso absoluto final não pode ser o principal fator determinante da performance. A perda de peso excessiva pode implicar em perda de força e, consequentemente, de performance.
Sinais de alerta
  • Deficiências nutricionais;
  • Alterações hormonais (como a ausência de menstruação);
  • Fadiga crônica;
  • Infecções;
  • Diminuição da capacidade aeróbia e força muscular;
  • Redução da coordenação motora do gesto motor;
  • Alterações do sono.
FISIOLOGIA, POSTURA e PERFORMANCE
Beatriz Cardoso-Marinho